não quis morrer
orei por desaparecer
orei para o céu lilás
orei no cais solidão
não sem o teu amor
no peito apenas.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
pier
eu tenho um coração de puta de porto
sozinho
desesperançado
que jamais amou
que espera no asfalto
de um pier abandonado
entre os postes de luz
entre as sombras dos conteiners
quando as gaivotas dormem
na noite aberta
frente ao mar bravio
ao vento da maresia
frente aos barcos no cais
com seus faróis
quais não abrem caminho nenhum.
sozinho
desesperançado
que jamais amou
que espera no asfalto
de um pier abandonado
entre os postes de luz
entre as sombras dos conteiners
quando as gaivotas dormem
na noite aberta
frente ao mar bravio
ao vento da maresia
frente aos barcos no cais
com seus faróis
quais não abrem caminho nenhum.
no verbo só
cheiro de grama molhada
terreno baldio lindo
contra céu lindo
porque escrever
lindo resumiria
você e a natureza
inteirinha
minhas palavras
em nada mudariam
romântico que é
o texto
sob a natureza soberana
pelo tal sou romântico
não que ame
embora ame
complicado
indizivel
então porque escrever
só para não sofrer
e amar e morrer
no verbo sozinho.
terreno baldio lindo
contra céu lindo
porque escrever
lindo resumiria
você e a natureza
inteirinha
minhas palavras
em nada mudariam
romântico que é
o texto
sob a natureza soberana
pelo tal sou romântico
não que ame
embora ame
complicado
indizivel
então porque escrever
só para não sofrer
e amar e morrer
no verbo sozinho.
por tão simples
o peso das vossas ondas
à sombra das vossas asas
versos bíblicos
salmos
resquícios
cristãos
pelo tal tristes
quero poemas de sonho
não mais realismo
de realismo basta a realidade
e ao minimalismo
meus olhos sorvem o que
jamais poderia ser dito
por tão simples.
à sombra das vossas asas
versos bíblicos
salmos
resquícios
cristãos
pelo tal tristes
quero poemas de sonho
não mais realismo
de realismo basta a realidade
e ao minimalismo
meus olhos sorvem o que
jamais poderia ser dito
por tão simples.
sorver
a noite cai
eu tateio paz
na escuridão
escuridão
não das lâmpadas
incandescentes
sim da solidão
a qual serve
do medo
o qual sorve
do possível
julgamento.
eu tateio paz
na escuridão
escuridão
não das lâmpadas
incandescentes
sim da solidão
a qual serve
do medo
o qual sorve
do possível
julgamento.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
à ninguém
se a lua estiver em leão,
é pra você.
você é meu irmão,
é o sol,
e também a estrela.
a lua amarela de agosto,
mês difícil,
mês seu,
é por você.
noite de saudade
noite de saudade tanta
que eu não deveria
escrever.
texto difícil a mim,
à ninguém.
é pra você.
você é meu irmão,
é o sol,
e também a estrela.
a lua amarela de agosto,
mês difícil,
mês seu,
é por você.
noite de saudade
noite de saudade tanta
que eu não deveria
escrever.
texto difícil a mim,
à ninguém.
lugar inominável
estás em outra cidade
eu estou em outro lugar
que não sei onde.
não tem privacidade
neste lugar que não tem nome.
não estou sendo o cavaleiro
da poesia,
no sentido espírita.
céu, casas germânicas,
jardins podres,
fotografia factual,
cães ladram,
uma criança chora.
eu estou em outro lugar
que não sei onde.
não tem privacidade
neste lugar que não tem nome.
não estou sendo o cavaleiro
da poesia,
no sentido espírita.
céu, casas germânicas,
jardins podres,
fotografia factual,
cães ladram,
uma criança chora.
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