domingo, 14 de outubro de 2012

razante

montanha

alta

solitudinal

solidão

terrena

solidão

beleza da solidão

onde os nãos

não passam de um ponto

de afirmação

natural

orgânica

ondulações desenrolam-se

anuviam-se em nuvens

brumas

sinais

razantes.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

à Pollock

leveza
chapada leveza

terrena

intuítivo chão

leia-se pano,
trama

plana de pollock

uma planificação hipotética

por pouco apoética

mas ainda lírica, imaterial matéria

sensorial, plástica.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

memória

carmen
carmosina
carminalina
tantas coisas correm
no tempo de hoje
e o relógio imaterial
do coração
é de uma pelúcia acinzentada
envolto em cristalina aura
a que chamamos de memória.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

apoema

hiato

da sinapse

poética

vão

da palavra

hipotética

espaço

entre o piar

dos pássaros

a isto se nomeia zen

e para isto a ausência da palavra;

apoema.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

o fim é o caminho

quando cai a noite
no coração
da ilha de açores
e ondas quebram
nos paredões
rochosos
das sensações
intempestivas
rochosas
de corações
etéreos
sozinhos
e sem caminhos
e o fim é o caminho.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

o mar do poema

embora "a música seja o mar"
e as palavras sejam "mera embarcação"
o mar da criação
poética
e o mar da poesia,
assim como seu sol,
sua lua, ou qualquer signo existente
adjacente
físico ou metafísico
exista (e subsista) unicamente
enquanto linguagem
independente.

poema enquanto onda

como jogar o poema na onda
a não ser que o mesmo
esteja impresso na folha física
ou seja, no papel
posto que seja o poema a própria onda
a própria bruma
no entanto, afora esta bruma (da loucura,
do conceito, ou da forma, o que é em si o poema)
seria a palavra suspensa do signo
um mero anuvio
por sobre o mar?
(e o mar sendo a literatura)