esta lua
designa solidão eterna
saudade recipiente
gigante
preenchida
esvaziada
lágrima vem
pois você não vem
lua minha designa
solidão
eterna
e desde que vim ao mundo
me deixaste
sei o que designa
luar sob Saturno
a melancolia eterna
mas nunca hei de me acostumar
os ladrilhos aqui estão todos sozinhos
e escuros
e você não está.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
tatear por
insone
não medito
procuro
algo do porvir
telefone está mudo
não preciso
portanto
estar
insone
ao mundo
e, não meditando
agora
quando atesta-se madrugada
pelo suor das vidraças
procuro
tateio
por cobertores apenas
não enquanto linguagem poética
em figura
mas como sujeito comum
dentro do silêncio ocidental
por onde a madrugada, pelo tal
se pronuncia.
não medito
procuro
algo do porvir
telefone está mudo
não preciso
portanto
estar
insone
ao mundo
e, não meditando
agora
quando atesta-se madrugada
pelo suor das vidraças
procuro
tateio
por cobertores apenas
não enquanto linguagem poética
em figura
mas como sujeito comum
dentro do silêncio ocidental
por onde a madrugada, pelo tal
se pronuncia.
algures
escrever
aprofundar-se
nos olhos da alma
na escuridão do silêncio
leia-se brilho luminoso
puríssimo
e amar
dependendo apenas de
despender
libertar
fazer
de a mais pura limpidez
o cais
onde um quarto crescente se faz
algures.
aprofundar-se
nos olhos da alma
na escuridão do silêncio
leia-se brilho luminoso
puríssimo
e amar
dependendo apenas de
despender
libertar
fazer
de a mais pura limpidez
o cais
onde um quarto crescente se faz
algures.
schwanenfedern
a alegria
se anuncia
a qualquer hora do dia
até mesmo quando nenhum pássaro pia
ou ainda pôs-se a cantar.
asas de candura e liberdade
anunciando em silêncio
a passagem do pássaro pelo átomo do ar,
mas este não sabe que o faz;
nem tanto ao pássaro
nem tanto ao céu.
amplo e solitudinal ato
inconcebível a ele,
razante na força,
na pureza,
e ainda assim lírico.
se anuncia
a qualquer hora do dia
até mesmo quando nenhum pássaro pia
ou ainda pôs-se a cantar.
asas de candura e liberdade
anunciando em silêncio
a passagem do pássaro pelo átomo do ar,
mas este não sabe que o faz;
nem tanto ao pássaro
nem tanto ao céu.
amplo e solitudinal ato
inconcebível a ele,
razante na força,
na pureza,
e ainda assim lírico.
domingo, 3 de julho de 2011
sem poema
aquário;
minha cidade
aquário de montanhas
sol sob o signo de peixes
luz sob o signo de o que seja
chove tanto
porquanto
quase morro afogado
minha cidade
aquário de montanhas
sol sob o signo de peixes
luz sob o signo de o que seja
chove tanto
porquanto
quase morro afogado
sexta-feira, 1 de julho de 2011
insônia mediterrânea
dionisiaca
insonia
saudade das vidas passadas
saudade do mediterrâneo
saudade de Xenofonte
divagar
sinto-me preso sob teu olhar
teu olhar meu
me sinto livre sob teu olhar meu teu
planejo matar quem te faz mal
quebrar pratos de amor
isto não deixa de ser
morte
grega morte
grécia não passa por trânsito astrológico propício
à ruína desta civilização
divagar
eterno é o mar
insonia mediterrânea
vinho literal atravessa a garganta.
insonia
saudade das vidas passadas
saudade do mediterrâneo
saudade de Xenofonte
divagar
sinto-me preso sob teu olhar
teu olhar meu
me sinto livre sob teu olhar meu teu
planejo matar quem te faz mal
quebrar pratos de amor
isto não deixa de ser
morte
grega morte
grécia não passa por trânsito astrológico propício
à ruína desta civilização
divagar
eterno é o mar
insonia mediterrânea
vinho literal atravessa a garganta.
matinal ainda noite
é bem tarde
chuva nos corações a saudade
molha as putas rameiras à beira da ramagem
guitarras
e metal sob travesseiros suaves
plumagens
sonhos
a palavra é simples
mas a vida
atenciosa e verdadeira,
é bem tarde,
leia-se quatro da ramagem
da matinal ainda noite saudade.
chuva nos corações a saudade
molha as putas rameiras à beira da ramagem
guitarras
e metal sob travesseiros suaves
plumagens
sonhos
a palavra é simples
mas a vida
atenciosa e verdadeira,
é bem tarde,
leia-se quatro da ramagem
da matinal ainda noite saudade.
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