charles
olhos
de terra
sempre
de sempre
bonzinho
com muito carinho
isso não é um poema
é uma canção
sem métrica
nem rima
nem léxica
nem som.
é réplica
de carinho apenas
talvez para que eu não esqueça
embora jamais esqueceria.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
posto Veneza
beijo
no vagão
da noite
no clarão
dos postes
e automóveis
seu rosto
entremeado
por sombras
de construção
histórica
contra luz
artificial
pelo tal
não houve lua
mas houve
o beijo
afirmando
desejo
corre no vagão
da noite
na escuridão
claridão
de seu olhar não
esquecerei.
no vagão
da noite
no clarão
dos postes
e automóveis
seu rosto
entremeado
por sombras
de construção
histórica
contra luz
artificial
pelo tal
não houve lua
mas houve
o beijo
afirmando
desejo
corre no vagão
da noite
na escuridão
claridão
de seu olhar não
esquecerei.
domingo, 23 de janeiro de 2011
impublicável
eu só sei esperar
eu só sou só
eu só sou só e só
eu só sou só e sem mais
há coisas impublicáveis
que se deve publicar
publicar o que for
escrevo isto
enquanto digo
casualidades
e algo me chamou.
eu só sou só
eu só sou só e só
eu só sou só e sem mais
há coisas impublicáveis
que se deve publicar
publicar o que for
escrevo isto
enquanto digo
casualidades
e algo me chamou.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
noite de hotel
chove tanto
enquanto
você no jantar
eu no hotel
tédio eterno
escrever sobre nada
e pra ninguém
eternamente
estranhamente
triste
estou no quarto 1004
chamada só da recepção
a televisão está ligada
pra nada
jornais sobre o chão
- outra cidade -
céu que não abraça
nem comove.
enquanto
você no jantar
eu no hotel
tédio eterno
escrever sobre nada
e pra ninguém
eternamente
estranhamente
triste
estou no quarto 1004
chamada só da recepção
a televisão está ligada
pra nada
jornais sobre o chão
- outra cidade -
céu que não abraça
nem comove.
domingo, 16 de janeiro de 2011
nova ordem
escuridão das teclas
clareiam
ponteiros dos imaginários
porquanto
é claro escuro
embora não seja
pintada por caravaggio
lua dourada se pôs contra
nuvens chumbo
isto é maior do que a idéia
escrevo pra rasgar a madrugada
insone
não medito
procuro
encontro em termos literários
não acho em termos formais
nem tampouco espirituais
posto que tenha sido
um mau dia
para onde vou?
para onde vou?
nem mais escrevo
porque morte em palavra
e libertação
inapropriadas são
à nova ordem.
clareiam
ponteiros dos imaginários
porquanto
é claro escuro
embora não seja
pintada por caravaggio
lua dourada se pôs contra
nuvens chumbo
isto é maior do que a idéia
escrevo pra rasgar a madrugada
insone
não medito
procuro
encontro em termos literários
não acho em termos formais
nem tampouco espirituais
posto que tenha sido
um mau dia
para onde vou?
para onde vou?
nem mais escrevo
porque morte em palavra
e libertação
inapropriadas são
à nova ordem.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
escrever
escrever
é apenas ceder
coração
alma
mão
olhos
chuva
esqueci
escrever
sobre nada
é apenas ceder
coração
alma
mão
olhos
chuva
esqueci
escrever
sobre a quê
é apenas ceder
e mais.
é apenas ceder
coração
alma
mão
olhos
chuva
esqueci
escrever
sobre nada
é apenas ceder
coração
alma
mão
olhos
chuva
esqueci
escrever
sobre a quê
é apenas ceder
e mais.
sábado, 8 de janeiro de 2011
para não esquecer
eu lhe dei amor
e você me deu o nada.
eu ainda estou
com seu cheiro.
o que eu faço agora?
nada
a não ser seguir,
escrever para não esquecer,
pra gravar,
mesmo que rememorar
esteja nos olhos;
ire pergeret,
sempre lembrarei,
sem saudosismo,
e com pura alegria.
e você me deu o nada.
eu ainda estou
com seu cheiro.
o que eu faço agora?
nada
a não ser seguir,
escrever para não esquecer,
pra gravar,
mesmo que rememorar
esteja nos olhos;
ire pergeret,
sempre lembrarei,
sem saudosismo,
e com pura alegria.
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